12/06/2024 11:22Por: Daniel Ângelo Passaia
O governo Federal apresentou nos últimos dias uma Medida Provisória (nº 1217/24) para comprar arroz importado, ao custo de R$ 7 bilhões. No entanto, tal conduta vem gerando muitos questionamentos, primeiro porque houve a informação de que o desabastecimento por ora não é preocupação, já que a safra foi 90% colhida, e depois, diante do baixo valor de repasses efetivos e diretos para outras matérias que seriam muito mais importantes, como recuperação de infraestrutura municipal, projetos de prevenção à desastres e construção de novas casas para a população atingida. Estes na realidade, deveriam ser o foco dos governos, até porque a iniciativa privada e voluntários vêm dando conta do resto. A questão que levanto é sobre a má alocação do dinheiro que nos é retirado à força via tributos e que, para piorar, volta para setores que nós não elegemos como prioritários e que sequer precisam neste momento. Sabemos que a entrega de uma casa não é tão simples, pois depende de complexos urbanísticos novos, porém, estes R$ 7 bilhões (para ter ideia, são quase 50 orçamentos anuais do município de Encantado) serão inquestionavelmente melhor utilizados na realização destes complexos e construção de moradias. Além disso, não faltará arroz, o preço do mesmo não está desequilibrado, e por fim, ele pode ser substituído por outros produtos (massas, batata e outros). Os problemas devem ser resolvidos de forma coordenada e não de supetão como pretende o desgoverno federal. Enquanto isso, medidas efetivas visando resolver o talvez maior problema que hoje temos, que são medidas de prevenção aos desastres (veja que falo em prevenção, e não resposta ou recuperação) e moradias, são deixadas à míngua. Por isso digo que perguntar não ofende: agora o que é prioridade, uma casa ou arroz?